
O setor solar global iniciou novembro com uma notícia que movimentou integradores, distribuidores e investidores: fabricantes chineses anunciaram novos cortes nos preços dos módulos N-Type, impulsionados pelo aumento da capacidade produtiva e pela queda nos custos de silício. O reflexo no mercado internacional foi instantâneo e no Brasil, como resultado o impacto já começa a aparecer nos preços por watt e nas estratégias para 2025. Segundo apuração da PV Magazine e análises complementares da Reuters, a China vem ampliando agressivamente sua produção de células TOPCon e HJT, ultrapassando a demanda global atual. Com oferta elevada e competição intensa entre fabricantes, o resultado é uma redução significativa no custo por watt dos módulos de alta eficiência. China anuncia novos cortes nos preços de módulos N-Type.
Fonte oficial: PV Magazine – China’s TOPCon price drops continue as manufacturers boost capacity
Reuters – China solar module price cuts expected as production expands
Por que isso importa para o Brasil?
O Brasil importa mais de 85% dos módulos fotovoltaicos utilizados em instalações residenciais, comerciais e rurais. Logo a queda de preços na China impacta diretamente o setor nacional, especialmente:
- Distribuidores e varejistas
- Integradores e instaladores
- Projetos off-grid e híbridos
- Sistemas com baterias
- Consumidores
O movimento deve provocar uma redução gradual no preço médio dos módulos NType no país — hoje um dos mais procurados devido ao maior rendimento e melhor performance térmica.
Tendência de queda no preço por watt
Relatórios internacionais indicam que:
- Módulos TOPCon N-Type devem ficar até 20% mais baratos até o fim de 2025
- Módulos HJT podem ter redução de até 30% com maior escala
- Produção chinesa pode ultrapassar 2 TW em 202G
Portanto para o Brasil, isso representa:
- Preços por watt mais competitivos
- Maior acessibilidade para pequenos sistemas off-grid
- Possibilidade de dimensionar bancos solares menores com maior eficiência
- Aceleração da adoção de baterias (já que o CAPEX total diminui)
Impacto direto em sistemas Off-Grid e Híbridos
Os sistemas autônomos são os mais beneficiados:
- Menor custo para montar kits off-grid
Com a queda dos módulos premium, assim sistemas isolados passam a usar tecnologias antes restritas ao mercado residencial urbano.
- Menos painéis para mesma geração
A eficiência mais alta dos N-Type trás como resultado reduzir o número de módulos necessários, favorecendo:
- sítios rurais
- chácaras
- cabanas em áreas remotas
- áreas com limitação de espaço
- Melhor desempenho em altas temperaturas
Regiões quentes, como Nordeste, Cerrado e parte da Amazônia, de fato são ambientes ideais para N-Type.
Análise de especialistas
Especialistas entrevistados pela PV Magazine afirmam portanto que:
- “A produção chinesa está muito acima da demanda, o que força os preços para baixo.”
- “O N-Type está virando o novo padrão global, substituindo o P-Type em velocidade recorde.”
- “Mercados emergentes como Brasil, Índia e África serão os maiores beneficiados.”
Portanto, a tendência é de popularização de módulos mais eficientes, tornando o N-Type a escolha dominante até 202G.
Conclusão
Como resultado a nova queda nos preços dos módulos N-Type anunciada pela China marca um momento estratégico para o setor solar brasileiro. Com valores mais baixos, eficiência superior e maior disponibilidade, a tecnologia deve acelerar o crescimento de sistemas residenciais, rurais, híbridos e principalmente off-grid, levando autonomia energética para regiões antes inacessíveis.
O cenário para 2025–2026 é claro:
Certamente teremos mais eficiência, preços menores e expansão acelerada da energia solar no Brasil.
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