
Alta no frete internecional pressiona preços
Alta no frete internacional pressiona preços: O setor solar brasileiro enfrenta um cenário contraditório no início de 2026: enquanto o custo do frete internacional subiu entre 18% e 27% devido a tensões logísticas globais, os preços dos módulos fotovoltaicos — especialmente os modelos N-Type TOPCon — continuam em queda, impulsionados pelo excesso de oferta da indústria chinesa.
Relatórios da Reuters e da PV Tech</strong> confirmam que o aumento do frete tem pressionado importadores e distribuidores brasileiros, mas não foi suficiente para neutralizar a forte redução no preço por watt dos módulos de última geração.
Fontes oficiais: Reuters – Rising shipping costs impact global solar supply chain | PV Tech – TOPCon module prices continue downward trend despite freight pressures
Por que o frete subiu?
A alta está diretamente relacionada a fatores geopolíticos e estruturais:
✔️ Crise logística no Mar Vermelho
Rotas desviadas aumentam tempo de viagem em até 12 dias.
✔️ Congestionamento de portos asiáticos
Alta demanda e excesso de contêineres geraram filas e atrasos.
✔️ Aumento global do petróleo
Reflete diretamente no custo de navegação e transporte de cargas.
✔️ Competição com grandes setores industriais
Eletrônicos, automóveis e maquinário estão absorvendo maior capacidade de navios.
No Brasil, onde 85% dos equipamentos solares são importados, o impacto é imediato.
Como isso afeta o mercado solar brasileiro?
Embora o frete tenha encarecido o transporte, os seguintes fatores mantiveram a queda nos preços finais:
✔️ Superprodução chinesa de módulos N-Type
Com fábricas operando acima da demanda global, o preço por watt continua caindo.
✔️ Diminuição do custo do silício
O insumo principal dos painéis teve queda acumulada superior a 40% desde 2023.
✔️ Competição entre fabricantes
LONGi, JA Solar, Trina e Jinko disputam agressivamente espaço no mercado latino-americano.
Resultado final: o que sobe e o que desce?
Tendência de alta (por pressão de frete):
- Inversores híbridos
- Controladores de carga
- Baterias importadas de lítio (algumas marcas)
- Microinversores
Tendência de queda (mesmo com frete mais caro):
- Módulos N-Type
- Módulos HJT
- Kits completos para pequenos sistemas off-grid
- Módulos com maior eficiência (superiores a 22%)
Ou seja: o custo do transporte encarece o sistema, mas não o suficiente para impedir a queda estrutural dos preços dos módulos.
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Impacto direto no consumidor e nos integradores
Integradores
- Dificuldade em manter tabelas estáveis
- Maior necessidade de negociação com distribuidores
- Aumento da complexidade logística
Consumidor final
- Módulos mais baratos
- Kits off-grid mais acessíveis
- Possível alta em inversores e baterias importadas
Produtor rural
- Sistemas de bombeamento e irrigação tendem a ficar mais baratos (painéis)
- Sistemas híbridos completos podem custar um pouco mais (inversores + baterias)
Especialistas comentam
“A pressão logística existe, mas a oferta de módulos é tão grande que a curva de queda continua.”
— Analista da PV Tech
“O Brasil será um dos países mais beneficiados pela superprodução chinesa.”
— Reuters, cobertura especial de energia
Conclusão | Alta no frete internacional pressiona preços
Apesar do aumento no frete internacional, o setor solar brasileiro vive um dos momentos mais competitivos da história. A queda nos preços dos módulos N-Type — os mais eficientes e duráveis do mercado — compensa a pressão logística e fortalece o crescimento dos sistemas residenciais, rurais e off-grid.
A previsão para os próximos meses é clara:
- Painéis continuam em queda
- Componentes eletrônicos podem variar
- Mercado brasileiro segue em forte expansão
Essa combinação torna 2026 um ano extremamente favorável para quem deseja investir em energia solar com maior autonomia e eficiência.
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